Etiqueta em velório


Hoje eu quero comentar com você um assunto raro de se encontrar em revistas ou livros: Etiqueta em velório.
Com todo direito, você vai me perguntar: mas até em velório é preciso conhecer normas de etiqueta? Sim, para facilitar nossas vidas e nos permitir cumprir com nossas obrigações sociais com segurança e elegância, num momento difícil para quase todo mundo.

Para começar, se por algum motivo, não puder comparecer à cerimônia, é de bom tom enviar um cartão manuscrito e não uma mensagem de e-mail, manifestando solidariedade.

É importante ressaltar que em momentos de festa e alegria não há dificuldade em reunir amigos, porém é em situação de perda que você percebe quem realmente se importa com você.

Vista-se com discrição – o preto não é mais exigido para essas ocasiões, em nossa sociedade. Cuidado com o excesso de perfume e maquiagem. Não faça pose para fotógrafo e nem dispute a entrevista que o repórter de TV quer fazer com algum amigo do falecido(a).

Se precisar falar ao celular, retire-se por uns minutinhos. É de muito mau gosto as pessoas tratarem de assuntos pessoais num momento como esse.

Normalmente ocorrem encontros que podem gerar desconforto a todos. Mantenha a serenidade.
Recentemente presenciei um bate-boca da esposa com a amante, no velório de um amigo. Pediram que a segunda se retirasse da capela. A gritaria foi tão grande, que por pouco não acorda o morto.

Não se esqueça de assinar o livro de presença, se houver, para que seja possível um agradecimento por parte da família.

É muito comum ocorrerem histórias inusitadas em velórios. Se você souber de alguma, mande um e-mail para  Fe.bsbtreinamentos@gmail.com.


                                                           Até quinta-feira!

Home Office - Essa é a onda


E se a onda pega? Eu acredito que não há mais volta. Desde que o home office surgiu, nos anos 2000, nos Estados Unidos, quando as facilidades da internet e do telefone celular possibilitaram o trabalho de muitas pessoas “Di casa”, o número de adeptos só tem crescido. Chega a 10 milhões segundo a Sociedade Brasileira de Teletrabalho.
E Alvin Tofler,em seu livro a Terceira Onda, de 1980, já previa essa revolução  na sociedade do século XXI.

Comecei a idealizar o meu home Office durante as férias de 2009 e passados três anos, constato a enorme melhoria em minha qualidade de vida.
Me alimento melhor, consigo tempo para fazer caminhadas, a economia com combustível é notória e o principal::reduzi drasticamente o estresse quase acumulado - causado pelo trânsito.

Há muitas empresas investindo nesse tipo de escritório virtual, especialmente aquelas que precisam estar representadas em várias cidades. Elas se responsabilizam pela montagem do escritório, na casa do funcionário, combinam quantas vezes por semana/mês/ano irão se reunir fisicamente e a partir daí ele se transforma em chefe- dono do seu tempo, de sua produção e organização de sua rotina.

É muito importante escolher um espaço sossegado em sua casa para que as interferências sejam mínimas. Organize o escritório para que ele fique com ar bem profissional.
Cuidado com os amigos ou vizinhos que chegam sem avisar e pensam que você não tem nada para fazer e ficam a manhã toda batendo papo.
Não deixe que as empresas de telemarketing descubram que você agora trabalha em casa. Sua vida pode se transformar num pesadelo.

Não entre no escritório de pijama.Vista-se com roupas confortáveis mas sem desleixo. Eu confesso que me arrumo como se fosse sair. Combino as bijus com a roupa, passo batom e tudo.

Procure estabelecer horários para começar e terminar seu dia de trabalho. A disciplina é fundamental para o sucesso de sua nova vida.  Porém não se isole dos amigos e colegas de profissão.
O happy-hour vai ter um sabor especial agora que você tem muita coisa a contar dessa experiência que já atinje 173 milhões de pessoas no mundo todo.

Se você se interessou e quer saber mais detalhes, coloque um post com seu comentário ou mande um e-mail para Fe.bsbtreinamentos@gmail.com.



                                                                       Até quinta-feira!


Na econômica sim, mas com classe


Você já escolheu seu destino das próximas férias e qual o meio de transporte que seu bolso suporta? Não importa:se de trem, ônibus, avião ou carro, na econômica, executiva ou primeira classe. Antes de mais nada, o primeiro passo  é diminuir a bagagem e identificá-la com uma fitinha colorida para facilitar a retirada no destino e não ser confundida com outras malas.

Esforce-se para não incorporar o espírito de mãe ou pai de miss e prepare uma mala só com o necessário, para dez dias de férias. Quer uma ajuda? Vamos lá. Você vai precisar de uns três shorts, duas bermudas, quatro camisetas, sandália havaiana e duas sungas- para os rapazes e dois biquínis para as meninas. Um look para a balada é mais que suficiente. Ah! Uma jaqueta é super útil caso haja mudança de temperatura, muito comum nessa época do ano.Não se esqueça das roupas íntimas novinhas, de preferência. Tudo pode acontecer....Lembra daquele ditado? É melhor prevenir do que remediar

Você já sabe que os vôos atrasam, então não se irrite, pense nos dias de folga que vem pela frente. Compre uma revista ou um livro para se distrair.
Escolha uma roupa confortável, mas nada de moleton e tênis. Também não exagere com aquele modelito “vestida para matar” e um salto 12. E, reze para não ter um vizinho de poltrona super bem alimentado, daqueles que abrem as pernas e ocupam o espaço de três pessoas, se esquecendo que as companhias de aviação estão a cada dia diminuindo o tamanho e o espaço entre as poltronas, para ganhar cada vez mais. Conforto zero.

Se você vai de ônibus, escolha uma roupa de tecido que não amasse muito e leve uma nécessaire bem pertinho de você para pentear o cabelo e passar um protetor labial de vez em quando.
A classe econômica dos ônibus maltratam muito seus viajantes, o espaço entre as cadeiras é muito pequeno e o banheiro sacode tanto que se for possível, espere a próxima parada. Faça um breve alongamento dos braços e movimente bem as pernas enquanto espera, isso ajuda a circulação.

Você sabia que dá para ir de trem de Belo Horizonte para Vitória no ES? É uma viagem de 13 horas que você curte as belas paisagens, e a grandeza do Rio Piracicaba e do Rio Doce, em Minas Gerais, até chegar às praias do Espírito Santo. A viagem é longa mas adorável e o preço da passagem bem acessível.

A estação de trem fica pertinho da rodoviária de BH e o trem sai às 7h30 chegando a Vitória às 20 h10 minutos. Tudo no horário certinho, por incrível que pareça.
O trem tem 3 vagões-restaurantes e não são permitidas bebidas alcoólicas. Na classe executiva tem ar condicionado e serviço de bordo. Chic, não?
Os cuidados com o vestuário devem ser os mesmos do ônibus, porém o banheiro do trem é bem grande e para exercitar o corpo você pode passear pelos vagões.

Não importa se você está na executiva, econômica ou primeira classe, experimente tudo de bom que a vida oferece e como diz a música: deixe a vida te levar
Vou ficar esperando você voltar e me contar sua experiência dessas férias.  Mande um e-mail assim que voltar. fe.bsbtreinamentos@gmail.com.

                                                                               Até quinta-feira!


Vou de férias


Você resolveu aceitar o convite de uns amigos para passar as férias na casa de praia deles? Sorte sua, afinal de contas hospedagem em nosso país ainda representa um item que consome uma parcela grande daquela graninha que você passou algum tempo juntando, para curtir, relaxar, aproveitar, desestressar etc....

Então, não deixe que pequenos deslizes acabem com seus dias de folga e, sobretudo, com a amizade de vocês.

Para começar, procure entender qual é o esquema da casa e adapte-se a ele. Se a família não faz comida em casa, por exemplo, não invente de ir para a cozinha, todos os dias, porque você só come comida caseira. Aliás, é gentil convidá-los para um almoço ou jantar, em um restaurante da preferência deles, ao final de sua estadia.

Quando chegar da praia procure lavar os pés antes de entrar em casa. E, se houver entrada para banhistas, faça aquele pit stop para tirar a areia do corpo.

Procure não se encostar nas paredes da casa, com o corpo lambuzado de óleo ou protetor solar, mesmo que os donos da casa o façam.

Obedeça a fila do banheiro e não demore no banho. É comum faltar água em cidade de praia, especialmente em alta temporada, em virtude do excesso de consumo. Coopere com a natureza também. Cinco minutinhos no chuveiro é suficiente.

Arrume sua cama ao acordar e vá à padaria comprar pão quentinho para o café da manhã de todos.

Na praia, ofereça uma “loura bem gelada ou um coco tinindo de doce a seus anfitriões” para mostrar que sua companhia é a mais quente e inesquecível de todas.

                                             Boas férias e até a volta!

How about yourself?


Recentemente foi lançado, nos Estados Unidos, o livro “Would it kill you to stop doing that?” do jornalista Henry Alford, e já considerado pela crítica como o mais importante texto sobre Etiqueta e Comportamento escrito no século XXI.
Sem previsão de chegada ao Brasil.                                    

Como procuro estar sempre antenada com as novidades, encomendei meu exemplar e já estou quase na metade da leitura.

Na verdade, meu interesse é dividir com você as descobertas que tenho feito no maravilhoso universo do comportamento humano.Sim, porque no mundo em que vivemos, com mudanças ocorrendo quase na velocidade da luz, não há guia de etiqueta que dê conta de tantas novidades.

Não temos resposta para os questionamentos diários surgidos no mundo executivo por exemplo. As demandas são muitas e sempre urgentes. E é sempre importante pensar em soluções que possam ser assimiladas por pessoas de outras culturas.

E o que há de tão diferente no livro de Alford?
Até agora, o que pude compreender é que ele não faz uma lista do que deve e não deve ser feito, nessa ou naquela situação. Ele busca explicar, por meio de histórias, o fundamento de determinado comportamento, em um contexto específico, de acordo com a formação e necessidade de cada um de nós.

Como base para seu estudo, Henry Alford passou um mês no Japão – país que ocupa o quarto lugar no ranking mundial de Boas Maneiras. E, uma das coisas que ele cita como sendo fruto de sua observação é que o japonês pensa sempre no bem coletivo; bem diferente de nós que colocamos nosso umbigo sempre em primeiro lugar.

Veja se você já presenciou alguma situação parecida: nos horários de saída de colégios, pais estacionam sobre a faixa de pedestre para que seus filhos os vejam logo, pois eles estão com pressa. Quem precisar atravessar que se arrisque em meio aos carros que estão passando – a toda velocidade , mesmo em local com trânsito intenso de crianças - . Ou então, na fila do caixa eletrônico que você é quase arrancado do local, se demorar mais que um minuto fazendo seus pagamentos.

São inúmeros exemplos de falta de amor ao próximo que estou pensando em promover uma campanha para resgatarmos os melhores sentimentos que temos guardado dentro de nós e, de certa forma, procuramos escondê-los.
Posso contar com você nessa empreitada? Troque uma idéia comigo pelo e-mail: Fe.bsbtreinamentos@gmail.com


                                                           Até quinta-feira!

Ouça a voz do coração


Todos nós estamos acostumados a ouvir nossos amigos, familiares e colegas de trabalho dizer que não existe mais respeito entre as pessoas, e que educação é uma qualidade em desuso, que acabamos acreditando nisso e até aderindo a mesma atitude.

Você já se perguntou se em algum momento, mesmo que involuntariamente, você também não teve alguma atitude desagradável aos olhos dos outros.

O que parece é que estamos deixando de lado nossa intuição, sempre muito útil em momentos delicados. Será que de vez em quando não é melhor ouvir a voz do coração e não a da razão. Suspeito que muita gente se nega a fazer isso porque quem escuta o coração se torna uma pessoa mais verdadeira, mais autêntica, e hoje a moda é viver de fachada, ou seja, num mundo onde a razão e o controle dominam quase tudo.

Podemos colocar a culpa no mundo competitivo, nas urgências e exigências da vida moderna e tantas outras coisas. Mas, não dá para negar que o que está faltando mesmo é um toque especial “de coração” nos relacionamentos.
 Mesmo que esteja fora de moda ser gentil, é inegável que tudo fica mais fácil e agradável quando compartilhamos um ambiente em que a elegância dos gestos e das palavras tenham prioridade.

A escritora britânica Jô Aitchison, numa versão moderna de seu mais recente livro sobre etiqueta, diz que : -“ esteja você jantando com uma rainha ou traindo seu marido, os valores fundamentais continuam sendo compostura, elegância e dignidade.”

No nosso ambiente de trabalho, onde precisamos conviver, todos os dias, várias horas, com pessoas diferentes em formação, experiência e história de vida, respeitar as adversidades e buscar o entendimento permanente é crucial para a boa e harmoniosa convivência de todos. Aliás, é bom lembrar que as empresas do século XXI estão buscando profissionais com filosofia de vida  e formas de trabalhar diferentes, com o objetivo de compreender melhor a necessidade de seus clientes e ampliar sua competitividade no mercado.

Um líder de verdade é muito estimado por sua simpatia e seu prestígio não diminui.

Compreendi que cada um de nós tem que fazer sua parte para recriarmos uma atmosfera agradável e gentil seja na rua, no comércio, em casa. Então, essa semana, num treinamento que ministrei a funcionários de uma grande seguradora em Brasília, adotei um método novo de iniciar minhas aulas de Etiqueta à mesa: Pedi que fizéssemos um brinde à gentileza e respeito ao próximo. Você não imagina que experiência agradável.

 Me diga se você quer mais notas com esse tema enviando um e-mail para Fe.bsbtreinamentos@gmail.com                          Até quinta-feira!


Já raiou a liberdade, no horizonte do Brasil. Como vai seu patriotismo?


Me lembrei de um caso que quero comentar com você, leitor, que espero esteja curtindo minhas histórias.

Em 1993 fui ao Rio de Janeiro passar o feriado de 7 de setembro. 
Soube, por amigos, que haveria o Concerto da Independência, ao ar livre, na enseada de Botafogo, com a orquestra filarmônica de Israel, regida pelo meu maestro predileto, o indiano Zubin Mehta que eu conhecia de muitas outras apresentações, quando ele comandava a filarmônica de Nova York.

Me apressei em conseguir um lugar bem na frente para aproveitar tudo o que podia, sem perder a lindíssima vista do local.

O maestro fez um pequeno discurso elogiando o Brasil, seu povo animado, e deu início à apresentação com o hino da independência. Passados alguns minutinhos ele pediu que o público cantasse com a orquestra. Silêncio absoluto! Ele insistiu e disse que seria a homenagem dele ao Brasil. Nada!

Eu olhava ao redor e as pessoas comentavam que não sabiam a letra do hino e que até achavam “cafona” aquela demonstração de patriotismo. Foi aí que me dei conta de que comportamento cidadão é outra coisa que está indo por água abaixo em nossa sociedade. Aliás, o desconhecimento do significado dos símbolos nacionais ocorre, inclusive, por alguns profissionais de educação. Imagine saber a letra dos nossos hinos. É pedir demais?

Fico me perguntando se nosso dia-a-dia não seria importante colocarmos o assunto patriotismo na pauta das conversas para que ele renasça e nos faça ter orgulho de agir com civilidade em todos os momentos de nossas vidas e assim construirmos uma nação melhor.   
Gostaria de ver a mesma dedicação que muitas pessoas tem ao decorar a letra de suas músicas prediletas, para cantar em shows de seus artistas preferidos, destinada, nem que fosse só um pouquinho a conhecerem nossos símbolos nacionais.

                 “Parabéns, ó brasileiro
                 Já, com garbo varonil
                  Do universo entre as nações
                  Resplandece a do Brasil”

                  Brava gente brasileira
                  Longe vá........temor servil
                  Ou ficar a pátria livre   
                  Ou morrer pelo Brasil.
                      
E você, sabe cantar os hinos brasileiros? Escreva para fe.bsbtreinamentos@gmail.com  e me conte.
                            
                                                                                     Até quinta-feira!