Voando com elegância

Você não gosta de passear no aeroporto? Eu adooooro. É bom para tomar cafezinho, paquerar...Você não imagina o quanto um passeio no aeroporto enriquece a nossa pauta de assuntos sobre comportamento, que abordo no blog, e compartilho com você, leitor. Por isso, não estranhe se me encontrar no aeroporto umas duas horas antes do horário do meu vôo.

Costumo prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo, inclusive nas roupas de muitos viajantes e acompanhantes. Uma das coisas que sempre me chama à atenção é o contraste dos looks de alguns casais. Você vê uma mulher toda produzida e o acompanhante- marido, namorado ou namorido, de bermuda e sandália de borracha. Em seguida um executivo, de terno e gravata, sapato social e pasta de couro, enfim, tudo de acordo, acompanhado de uma mulher vestida de forma tão inadequada que nem dentro de casa, no escuro, sem ninguém por perto, seria aceitável. Aí me lembro de um pedinte que vi, numa estação de trem em Paris, vestido de terno e gravata e com um pequeno cartaz que anunciava – “Estou apenas desempregado, desarrumado nunca.

Creio que a sintonia deva existir nessas situações também. Se você vai viajar com alguém procure não destoar tanto do figurino do outro para evitar olhares e comentários, até porque aeroporto é um lugar onde raramente não se encontra um amigo, chefe ou colega de trabalho. De qualquer forma, a discrição e o bom senso são os melhores companheiros sempre.

Outro comportamento que tem se acentuado muito ultimamente é o descuido de muitas pessoas ao falar ao celular. Já cheguei a pensar que o fato de estarem “prestes a voar” provoca uma sensação de total liberdade que faz com que muita gente ignore os ouvidos alheios.

Uma vez eu estava na sala de espera e um senhor, muito bem vestido, com aquele ar de dono do mundo, falava ao celular com alguém que deduzi fosse seu assessor, e recomendava bem alto, que podia sim oferecer R$1 milhão de propina para “fecharem aquele negócio”. Fiquei tão incomodada que me levantei e fiquei esperando chamarem o voo, em pé, próximo à porta do embarque. Por falar em fila de embarque, você já reparou como certas pessoas se comportam na fila para o embarque? Mostre que você conhece bem as normas e, sobretudo valorize a máxima que diz “gentileza gera amor e paz” deixando as crianças, gestantes e pessoas com necessidades especiais embarcarem primeiro. Afinal, o avião não vai sair sem você.

                                                                                                                   Até quinta-feira !

Você sabe se comportar numa fila?

Talvez, quem sabe, acho que não. É bom lembrar que pequenos cuidados fazem a diferença sempre. Ou você vai me dizer que nunca levou uma bolsada no rosto, enquanto estava em uma fila de banco? E eu não estou falando daquelas bolsas educadas, com chaves, óculos e carteira dentro. Falo daquelas que contem alicate de unha amolado, tênis para fazer academia depois do trabalho, umas duas garrafinhas de água e muitos outros objetos – quase sempre inúteis - Eu já, e mais de uma vez. Aliás, sempre que acontece, lembro à dona da bolsa que os danos podem ser grandes, caso o incidente ocorra com uma pessoa que use óculos, por exemplo.

A impaciência nas filas dos caixas eletrônicos é tão grande, que as pessoas não se dão conta que “cheirar o cangote” de quem está à sua frente não agiliza a operação e que é uma tremenda falta de educação acompanhar na tela o que o outro está fazendo.

É muito importante lembrar que Pessoas com Necessidades Especiais, crianças e idosos tem preferência em qualquer tipo de fila, mesmo aqueles que adoram brigar e falar bem alto, para fazer valer seus direitos de “maior de 65 anos” , e dizer que pelo menos nas filas eles estão sempre em primeiro lugar. Nossa sociedade não respeita muito a pessoa que já viveu um pouco mais e tem muita experiência para ajudar os mais jovens, então.....vamos gritar. Diferente dos asiáticos, por exemplo, que não precisam ser advertidos que os mais velhos tem prioridade sempre.

E, se, enquanto espera na fila, você fala ao celular, não aumente seu tom de voz; ninguém precisa compartilhar de sua intimidade. Evite também as famosas cotoveladas, mantendo sempre uma distância razoável de quem está à sua frente.

Para finalizar, o Ministério da Saúde adverte: Furar fila pode ser sinal de deformação de caráter e o não tratamento pode afetar a cidadania de um povo.

                                                                                                                Até quinta-feira !

O Busu nosso de cada dia

Não é exagero dizer que a música é nossa companheira desde o útero de nossas mães e segue pela vida afora compondo nossos bons e maus momentos. Mais bons é verdade; porém, quando você se vê dentro de um ônibus, após um longo e exaustivo dia de trabalho, e a seu lado está um jovem passageiro ouvindo seu MP3, na maior altura e sem fone de ouvido, a música se transforma no som mais irritante da face da terra. Não consigo acreditar que há prazer em saber que em pouco tempo a surdez será inevitável.
Exercitar a empatia deveria ser uma preocupação diária de todos nós, pois além de nos dar a resposta para a maioria das dificuldades do dia-a-dia é a melhor maneira de se evitar o conflito no ambiente profissional, social e familiar. Gastar uns poucos minutos se colocando no lugar do outro é a garantia do sucesso nos relacionamentos interpessoais; valorizar os sentimentos dos outros e, sobretudo, questionar qual a opinião dos outros sobre nossas atitudes.
Nada de mais em dar uma espiadinha no jornal alheio e até pedir para passar a página, pois você leu mais rápido que o dono do jornal ou até completar a palavra cruzada com aquela palavra que o vizinho não conseguia se lembrar e você ainda falou bem alto “c.........” tu não sabe essa? Piadinha de mau gusto, não é mesmo. Então, lembre que também no ônibus devemos exercitar os bons modos, não se esquecendo que:

1. É muito feio ficar xeretando o jornal ou a revista do vizinho. Caso a leitura te interesse muito, espere para pedir, por favor, o jornal emprestado, por alguns minutos.

2. Palavra cruzada é recomendada por neurologistas para deixar o cérebro bem afiado. Portanto, deixe que a pessoa se entenda com seus próprios neurônios. A não ser que ela peça ajuda.
3. Falar alto não é de bom tom, especialmente se o seu interlocutor está próximo.

Dá para relaxar no ônibus ou metrô lendo um livro, enquanto o vizinho dorme um soninho e o outro ouve seu MPPPPPPPP – com fone de ouvido – e assim, todos nós podemos cantar a música “Don’t worry be happy e sonhar em paz.




                                                                                                               Até quinta-feira! 

2012 vem aí - À la carte ou self-service?

Todas as vezes que faço alguma refeição em restaurante, seja à La Carte ou self-service, não consigo deixar de observar como as pessoas estão ficando desleixadas com os bons modos à mesa. A impressão que tenho é que o importante é apenas sossegar o estômago, e a descontração a sós ou com um colega de trabalho, mesmo que por pouco tempo, está sendo esquecida.
Vejo homens e mulheres de negócios, pessoas bem vestidas ou não, comendo e falando ao celular, lendo e usando seus tablets com uma voracidade que deixaria qualquer homem da caverna perplexo. Fico imaginando se terão uma digestão razoável?
Outro dia no restaurante self-service em que estava almoçando, chegou um casal e pude constatar, pelo broche que usavam, que eram dois advogados. Eles se sentaram em uma mesa ao meu lado, não tinha como não ouvir e observar os dois. A moça muito bonita e bem vestida se serviu e sentou. O rapaz veio em seguida. Quando começaram a comer, eu perdi o apetite. A moça enchia o garfo e quando colocava a comida na boca fazia movimentos horríveis para mastigar. Para completar, falava alto, contando os problemas que teve que resolver logo cedo. É o típico caso de quem não consegue separar meia hora para fazer uma refeição tranqüila e acaba levando o stress de sua manhã para a mesa de refeição. Pior, não se dá conta de como protagoniza uma cena de extrema falta de educação e que incomoda a quem está por perto. Imagine se o cliente “grosso, irritante, problemático e etc” estivesse, por coincidência, na mesa ao lado....
Nas praças de alimentação dos shoppings você vê de tudo. Faça o teste e comprove! Começa com a falta de bom senso de uma pessoa sozinha ocupar uma mesa de quatro lugares e, normalmente, enfiar o rosto no prato para não precisar encarar as pessoas que passam e não tem onde se sentar. Ensina a Etiqueta que não se guarda lugar em praça de alimentação, e, que você deve sempre se dispor a ter desconhecidos compartilhando a mesma mesa. Outra coisa: das duas uma. Ande com um gel higienizante na bolsa ou no bolso , ou lave as mãos antes das refeições. Sabia que na China houve uma epidemia - que matou milhares de pessoas- causada por falta de higiene nas mãos?
Eu sempre gosto de lembrar que o conhecimento de normas de etiqueta parece frescura, mas tem milhares de razões para existir. Além de facilitar a vida da gente, cuida da nossa saúde também. Então, vamos relembrar algumas regrinhas básicas:
· Não coloque celulares, chaves, óculos e bolsas sobre a mesa em que você fará sua refeição. Dá para imaginar quanta sujeira invisível eles carregam?
· Não fale de boca cheia. Mastigue bem a comida e com a boca fechada.
· Use o guardanapo, mesmo de papel, para limpar os lábios antes de tomar seu suco ou refri.
· Evite cumprimentar com beijinho ou aperto de mão quem chega ao restaurante, se você já higienizou suas mãos e está comendo.
· Não deixe talheres sujos sobre a mesa e
· Se você for fazer um brinde não precisa bater o copo com força, apenas um leve toque é suficiente. Na Idade Média, ao fazer um brinde, as canecas de cerveja eram batidas umas nas outras de modo que o líquido respingasse e se misturasse e assim todos ficavam sabendo que ninguém estava sendo envenenado. Isso é passado, já estamos no século XXI.
Até mais ver!!!

Falando em Etiqueta Urbana


Hoje vou começar uma série de notas sobre Etiqueta Urbana, e gostaria de compartilhar com você um tema que afeta ade todos nós: Etiqueta no trânsito-parte I. Seja como motorista ou como pedestre, estamos nos esquecendo de agir como pessoas civilizadas. E, Brasília que já foi considerada cidade orgulho do país, tendo sido pioneira no uso de cinto de segurança e na utilização de faixa de pedestre,desde1997 quando a lei foi implementada, está atingindo níveis de extrema violência no trânsito. Estamos desaprendendo hábitos de gentileza e de respeito ao próximo, tão importantes para uma boa convivência social.
Com a proximidade das festas de fim de ano, fica mais evidente a impaciência e a falta de educação de muitos motoristas e de pedestres também. As filas na entrada da garagem dos shoppings e a busca por uma vaga fazem com que as pessoas disputem cada pedacinho de chão com voracidade de um leão. O espírito de paz e solidariedade que deveria prevalecer, desaparece de vez. Foi o que presenciei essa semana, quando esperava para estacionar e uma senhora que estava atrás de mim avançou um pouquinho, impedindo a saída de um rapaz. Ele desceu do carro e gritou tanto que a senhora começou a passar mal. Eu mal pude acreditar naquela cena de tamanha estupidez e falta de condescendência com uma pessoa idosa e que, afinal de contas, cometeu apenas um deslize.
Outra coisa que não dá para entender é por que alguns motoristas, que estão dentro de uma garagem de shopping, andam colados no seu carro sem esperar- só um minutinho - que você aguarde por uma vaga que está surgindo? A impressão que eu tenho é que a competição está presente até nesse momento, que a princípio se apresenta igual para todos.
E a buzina? Se a desculpa para justificar determinados comportamentos é o estresse a que estamos submetidos, no dia-a-dia, o som de vários carros buzinando, ao mesmo tempo, só pode provocar mais tensão e nervosismo.
O cuidado em abrir a porta do seu carro sem encostar no do próximo é outra coisa que alguns motoristas se esquecem.Pior, quando você está estacionado ao lado de uma caminhonete tamanho GG e o motorista te olha com aquele olhar 45 – SOU MAIS PODEROSO QUE VOCÊ!.
Por isso, para 2012 vamos fazer nossa lista de pedidos colocando a empatia, paciência e amor ao próximo em primeiro lugar. Todos nós podemos fazer melhor!
Até a próxima!

Prepare-se - Elas estão chegando

As Festas de Confraternização das empresas estão chegando, e, junto com elas uma série de dúvidas que atormentam muita gente.
Muitos funcionários fazem questão de “espalhar a quatro ventos” que mal conseguem esperar para beber e comer até cair !!!
Antes de mais nada é bom lembrar que a Festa de Confraternização continua sendo uma atividade de trabalho, só que com outra conotação: é o momento de diversão e interação entre chefes, subordinados e às vezes clientes, mas tudo sem perder a classe, muito menos o emprego.
Conheço “gentes” que resolveu dar mole a um superior, em uma festa de final de ano, depois de uns drinques a mais. Ele aproveitou bastante e no dia seguinte sugeriu ao presidente da empresa que a despedisse. E era um empregão; ele, não era lá essas coisas.
Muitas vezes recebo e-mails de leitores que me perguntam se a melhor coisa a fazer é não ir às festas da empresa. Respondo que de forma alguma essa deve ser a melhor atitude. Sua ausência pode significar falta de interesse em se socializar com os colegas de trabalho. Quem sabe não está na hora de exercitar o autocontrole e sair da festa admirada(o) por todos?
Para que você não se arrependa de nada e aproveite sua festa, aí vão algumas dicas que irão contribuir em qualquer situação:
  • Não exagere na comida e na bebida
  • Os vestidos transparentes e decotados devem ir a outras festas, não a da sua empresa.
  • Se surgir uma atração entre você e um colega de trabalho, seja discreto e marque um encontro fora do local da festa.
  • Se você é o Poderoso Chefão e está previsto um discurso, não se exceda no tempo de sua fala.
  • Não se esqueça que tudo que você se esqueceu porque bebeu um pouquinho a mais será lembrado no dia seguinte, no escritório.
  • E, se houver Amigo Oculto e você tirar o chefe, o valor do presente deve ser o mesmo que foi acordado, por todos. Nada de querer aparecer, se endividar e começar o ano-novo encalacrado.

Conheça a Gentileza que muda nossa vida

Aprendi muito cedo que a gentileza abre portas, e a cada dia que passa percebo como é urgente praticar o exercício da delicadeza dos gestos, do bem viver, do sorriso e de tantas coisas importantes para uma vida saudável e harmônica em todas as suas vertentes. Isso não está à venda nas farmácias.
  Primeiro curso de Etiqueta         Nossa turma de Etiqueta fazendo pose
Sabe aquela gentileza simples, natural? Não estou falando de subserviência, de achar que você tem que concordar com tudo sempre, de ter uma atitude passiva diante da vida. Estou falando que viver de forma gentil é mais leve, mais gostoso, especialmente num mundo de tanta cobrança por resultados , competitividade e futilidade também.
No livro de Linda Kaplan e Robin Koval – O Poder da Gentileza – que está fazendo o maior sucesso nos Estados Unidos, você descobre como pequenos gestos promovem grandes transformações na vida das pessoas. As autoras partem de uma experiência vivida com o segurança de um prédio de escritórios em Nova York,que com um sorriso nos lábios e um gostoso bom dia, alterou a rotina de trabalho dos funcionários e engordou a conta bancária da agência de publicidade fundada por elas.
Os exemplos citados no livro,são experiências reais, e as autoras mostram as vantagens empresariais de se adotar uma cultura de simpatia.
Nos dez capítulos do livro das executivas americanas você aprende, ri, compara as situações descritas com a sua própria vida. E, já no final do livro elas dizem que enquanto escreviam começaram a notar uma mudança sutil em suas próprias vidas. Não que elas não se considerassem gentis, mas acreditavam que poderiam ser também desatenciosas quanto qualquer um. Foi durante o processo de colocar as idéias no papel que elas começaram a agir de forma diferente, examinando com mais rigor cada gesto do dia-a-dia.
No decorrer de cada capítulo elas dão dicas de gentileza. Eu selecionei algumas para dividir com você.
  1. Exercite os músculos da amabilidade – Todos os dias, durante a próxima semana, faça cinco coisas simpáticas que não tragam nenhuma recompensa imediata para você.
  2. Mire-se no exemplo das pessoas que você admira – Você admira pessoas que fazem trabalho voluntário? Que apreciam e aconselham outras pessoas no trabalho?
  3. Pare de contar vantagens – Com ou sem consciência, quase todos nós mantemos uma contagem permanente daquilo que temos para comparar com as posses de nossos conhecidos.
  4. Ofereça um doce – Mantenha um suprimento de guloseimas em sua mesa de trabalho ou próximo a ela. Quando as pessoas que vierem vê-la(o) parecerem tensas, mal-humoradas, abra sua gaveta e dê um docinho a elas. POSSO GARANTIR QUE FUNCIONA, EU JÁ TESTEI ESSA.